sexta-feira, 24 de maio de 2013

Os poderes do mirtilo


Mirtilo é uma fruta pouco consumida. Riquíssima em nutrientes, também comumente conhecida como blueberry e vendida na forma congelada.  A novidade é que é possível cultivar a fruta no Brasil. Alguns hortifrutis nas principais capitais do país já comercializam a fruta ¨in natura¨. O mirtilo tem muitas propriedades benéficas à saúde, confira:


Forte ação antioxidante e combate ao envelhecimento precoce. O mirtilo é rico em antioxidantes como os flavonoides, antocianidinas e resveratrol. Os antioxidantes são essenciais para combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce e o desenvolvimento de algumas doenças.
Valor nutricional. Fornece vitaminas A, C, E e minerais como potássio, cobre, ferro e zinco.
Ação anti-inflamatória e proteção celular. Um estudo publicado no Journal of Nutrition em 2009 mostrou que o mirtilo atenua a resistência à insulina e protege contra a inflamação do tecido adiposo em ratos alimentados com uma dieta rica em gorduras (dieta obesogênica). Esses efeitos benéficos do mirtilo podem ser resultado da habilidade das antocianidinas do mirtilo ajudarem a regular genes inflamatórios. Essa pesaquisa sugere que o mirtilo tem ação de proteção celular e anti-inflamatória, conferindo benefícios ao metabolismo no combate às patologias associadas à obesidade.
Ação anticâncer. O mirtilo contêm ainda ácido elágico e polifenóis. Esses componentes estimulam os mecanismos de eliminação de substâncias cancerígenas.
Saúde Cardiovascular. O resveratrol presente no mirtilo ajuda a prevenir processos oxidativos que levam a formação de aterosclerose (placas de gordura nas artérias). Um estudo publicado no periódico Circulation em janeiro deste ano sugeriu que o consumo regular (3 vezes na semana) de mirtilos e morangos podem diminuir o risco de ataques cardíacos em mulheres. Os pesquisadores encontraram uma redução de praticamente um terço no risco de ataque cardíaco em mulheres que consumiam essas frutas regularmente. Os pesquisadores acreditam que essa ação pode ser resultado dessas frutas oferecerem grande quantidade de flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, protegendo a saúde cardiovascular. A antocianidina também pode contribuir na redução da formação de placas de aterosclerose, o que favorece também o fluxo sanguíneo.
Regulação da glicemia. O mirtilo tem baixo índice glicêmico, contribuindo na regulação da glicemia (açúcar do sangue). É uma excelente alternativa para pessoas que apresentam diabetes ou com intolerância à glicose
Baixo valor calórico. A cada 100 gramas = 32 calorias. O que torna a fruta uma aliada nas dietas de emagrecimento.
Sugestão de consumo:
- No desjejum acompanhando cereais ou salada de frutas
- Na forma de sucos, vitaminas, smoothies ou shakes, utilizando a fruta fresca ou congelada
- Elaboração de recheios de tortas, bolos ou geléias
- Acompanham muito bem sorvetes, iogurtes e sobremesas
- A versão congelada conserva a ação antioxidante da fruta, e a vantagem é poder consumir durante o ano todo.

Fonte: Blog Viver Bem

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Redução do teor de iodo do sal – entenda o que mudou


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou que o sal no Brasil deverá ser comercializado com teor reduzido do mineral iodo. O consumo exagerado de sal e iodo é prejudicial à saúde.

Conheça as funções do iodo
É um micronutriente fundamental dos hormônios da glândula tireoide. Atua no crescimento físico e intelectual de crianças, no crescimento e desenvolvimento da maior parte dos órgãos, no controle de vários processos metabólicos do organismo, aumento da produção de energia, aumento da lipólise.
Deficiência do iodoO consumo insuficiente está relacionado a doenças como hipotireoidismo, bócio endêmico, cretinismo, atraso mental, ao aumento da mortalidade infantil, risco de aborto e infertilidade.
Excesso de iodoA ingestão excessiva do mineral ao longo do tempo pode resultar em disfunção da glândula tireoide, que pode causar tanto o hipertireoidismo como o hipotireoidismo. Existe uma forte relação também como o aumento da incidência de doenças autoimunes da tireoide, como a tireoidite de Hashimoto.
Estou bem de iodo?Um dos parâmetros mais sensíveis para avaliar o estado nutricional do mineral pode ser obtido pela medida da excreção urinária do iodo.  Outra forma é medir as concentrações dos hormônios tireoidianos circulantes.
Fontes de iodoAlimentos de origem marinha são excelentes fontes de iodo (cavala, mexilhão, salmão, pescada, bacalhau), o sal iodado, leite, ovos são as fontes mais consumidas. Outras fontes são carnes, cereais e vegetais, que geralmente são fontes pobres do elemento.
Recomendações nutricionaisDe acordo com a Organização Mundial de Saúde, a necessidade diária de iodo varia, em média:
Crianças de 0 até  1 ano: 90 microgramas (mcg) por dia ou 15 mcg/kg/dia
Crianças de 1 ano  à 6 anos: 90 mcg por dia  ou 6 mcg/kg/dia
Crianças de 7 a 12 anos: 120 mcg por dia ou 4,0 mcg/kg/dia
Adolescentes e adultos: 150 mcg por dia ou 2,0 mcg/kg/dia
Gestantes e lactantes: necessidades chegam a 200 mcg por dia ou 3,5 mcg/kg/dia
Entenda o que mudou com a nova regra da AnvisaO iodo foi acrescentado ao sal para evitar problemas de saúde relacionados à deficiência do mineral. No entanto, muitas pessoas exageram no consumo do sal, e por consequência no consumo do iodo. A ANVISA decretou que o teor de iodo no sal deve estar entre 15 a 45 mg por quilo de sal (antes era de 20 a 60 mg de iodo por quilo). A recomendação de consumo máximo diário de sal pela Organização Mundial de Saúde é de menos de cinco gramas por pessoa por dia. Dados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o brasileiro pode chegar a consumir 12g por dia, ultrapassando o dobro do recomendado.
A nova regra entrará em vigor em menos de 90 dias. O prazo é produtores se adequarem à nova orientação.

Fonte: Blog Viver Bem

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hábitos saudáveis compensam danos do stress no trabalho


Pesquisa observou que, apesar de stress no trabalho aumentar o risco de doenças cardíacas, ter um estilo de vida saudável diminui essa chance

Caminhada é ótima atividade física
É quase impossível escapar do stress no trabalho atualmente. Mas os danos à saúde que ele causa a longo prazo – como um maior risco de doenças cardíacas — pode ser compensado por um estilo de vida saudável, que inclui a prática de atividades físicas e a alimentação correta — além de não fumar. Essa é a conclusão de um grande estudo realizado na Universidade College London, na Grã-Bretanha, que avaliou mais de 100.000 pessoas de diversos países da Europa durante dez anos. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira, no periódico Canadian Medical Association Journal (CMAJ).
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Associations of job strain and lifestyle risk factors with risk of coronary artery disease: a meta-analysis of individual participant data

Onde foi divulgada: periódico Canadian Medical Association Journal (CMAJ)

Quem fez: Mika Kivimäki, Solja Nyberg, Eleonor Fransson, Katriina Heikkilä, Lars Alfredsson, Annalisa Casini, Els Clays, Dirk De Bacquer, Nico Dragano, Jane E. Ferrie, Marcel Goldberg, Mark Hamer, Markus Jokela, Robert Karasek, France Kittel

Instituição: Universidade College London, Grã-Bretanha

Dados de amostragem: 102.128 pessoas de 17 a 70 anos de idade

Resultado: O stress no trabalho aumenta a prevalência de doenças cardíacas entre as pessoas. Porém, quem tem um estilo de vida saudável tem esse risco reduzido.
Participaram do estudo 102.128 pessoas de 17 a 70 anos. Elas foram classificadas de acordo com a quantidade de fatores de risco ao estilo de vida que apresentavam. Esses fatores eram: tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e obesidade. Elas foram classificadas entre as que seguiam um estilo de vida saudável (nenhum fator de risco), pouco saudável (um fator de risco) e não saudável (mais do que dois fatores de risco). De acordo com a pesquisa, 12% dos participantes afirmaram sofrer stress no trabalho.
Ao longo de dez anos, a taxa de doença coronariana entre os voluntários foi de 18,4 casos a cada 1.000 pessoas que sofriam stress no trabalho, e de 14,7 casos a cada 1.000 indivíduos que não sofriam do problema. A prevalência de doenças cardíacas em geral também foi maior em quem afirmou sofrer stress no trabalho: 31 casos por 1.000 pessoas – entre aquelas que não se estressavam no trabalho, por outro lado, essa taxa foi de apenas 12 por 1.000 pessoas.
Levando em conta apenas as pessoas que sofriam stress no trabalho e também tinham um estilo de vida saudável, apenas15 a cada 1.000 pessoas apresentaram doenças cardíacas. Entre os que levavam um estilo de vida não saudável, o índice foi de 31,2 a cada 1.000 indivíduos. "Esses dados sugerem que um estilo de vida saudável pode reduzir substancialmente o risco de doença cardíaca entre as pessoas com tensão do trabalho", concluíram os pesquisadores.

Fonte: Revista Veja

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dieta do Mediterrâneo reduz colesterol 'ruim', mesmo sem perda de peso


Estudo mostrou redução de 9% nos níveis de LDL em homens que seguiram a dieta, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e óleo de oliva



A dieta do Mediterrâneo colaborou para a redução do colesterol "ruim", o LDL (low density lipoprotein, lipoproteínas de baixa densidade) em homens com risco elevado de doenças cardíacas, independentemente do fato de ter havido ou não perda de peso. Essa foi a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Laval, no Canadá, e apresentado nesta quarta-feira em um encontro da Associação Americana do Coração.

Saiba mais

COLESTEROL
O colesterol é importante para o organismo sintetizar vitaminas e hormônios, mas eles não circulam livremente pelo sangue. Para fazer isso, é preciso que se juntem às lipoproteínas, como a  HDL (sigla para high density lipoproteins, ou lipoproteínas de alta densidade) e a LDL (low density lipoprotein, lipoproteínas de baixa densidade). A HDL impede que a LDL forme placas de gordura nas artérias que dão origem à arterosclerose, diminuindo ou obstruindo o fluxo sanguíneo, provocando infartos ou derrames.
A dieta do Mediterrâneo, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e óleo de oliva, tem sido relacionada por diversos estudos a benefícios para o coraçãoossose até a memória.
O estudo canadense foi realizado com 19 homens entre 24 e 62 anos, todos com síndrome metabólica, ou seja, que apresentam três ou mais fatores de risco para doenças cardíacas e derrames. Os fatores de risco presentes no estudo incluem obesidade visceral, hipertensão, níveis elevados de triglicérides e níveis baixos de colesterol "bom", o HDL (high density lipoproteins, ou lipoproteínas de alta densidade).
Benoît Lamarche, um dos autores do estudo, disse ao site de VEJA que a quantidade pequena de participantes nesta pesquisa se deve ao fato de que estudos de metabolismo do colesterol são muito caros e trabalhosos. "Apesar da amostra pequena, nós conseguimos detectar mudanças significativas no metabolismo do colesterol usando esta abordagem", disse Lamarche.
Dietas – Durante cinco semanas, os participantes seguiram uma dieta padrão norte-americana, rica em gorduras, carboidratos, açúcar refinado e carne vermelha. Em seguida, por mais cinco semanas, eles seguiram a dieta do Mediterrâneo.
Depois disso, os participantes passaram 20 semanas em uma dieta de perda de peso e mais cinco semanas seguindo a alimentação mediterrânea.
Os pesquisadores analisaram os níveis de colesterol dos participantes ao final de cada etapa do estudo e concluíram que a dieta do Mediterrâneo provocou uma redução de 9% nos níveis de colesterol "ruim" (LDL). Essa diminuição não apresentou nenhuma relação com a perda de peso dos pacientes, ocorrendo de forma independente.
Além disso, os níveis de Apolipoproteína B — parte proteica do LDL, responsável por sua formação — na corrente sanguínea também foram reduzidos em 9% com a dieta mediterrânea.
"Apesar de a dieta do Mediterrâneo já ter sido relacionada à melhora do colesterol, esta é a primeira vez que esse processo foi investigado e documentado", disse Benoît Lamarche, um dos autores do estudo, ao site de VEJA.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Dores na região cervical



Quem nunca sentiu dores na nuca ou teve um torcicolo? Sabe aquela famosa tensão sobre os ombros que aparece quase que constantemente no final do dia? Pois é, esses são sinais de que a região cervical pode estar sendo sobrecarregada.
Posições simples como ler na cama, andar e sentar no sofá para assistir televisão, se não realizadas de maneira correta, podem afetar a região cervical e até causar dores de cabeça.
Segundo estudos realizados em 2009 pela Sociedade Brasileira de Estudos da Dor, a cervicalgia atinge entre 30 a 50% da população anualmente, sendo que 15% apresentam alguma dor em região cervical ao longo da vida.  Um dos principais fatores que colaboram para elevação desses números é a permanência de longos períodos na frente do computador. A posição de estar sentado à frente do monitor exige uma flexão excessiva do pescoço, que é o responsável por equilibrar nossa cabeça e realizar os movimentos para dirigir a visão.
A cervical é a região mais móvel da nossa coluna e por isso sofre constantemente contrações que aumentam a tensão em todas as estruturas, principalmente as musculares. A dor desse processo pode ser irradiada para os membros superiores devido ao trajeto dos nervos braquiais.
Como evitar esse incômodo? Alongamentos diários auxiliam na redução da tensão gerada ao longo do dia. Tratamentos Fisioterapêuticos são excelentes recursos terapêuticos que têm como objetivo reeducar a postura, fortalecer a musculatura para diminuir a sobrecarga articular e melhorar a conscientização corporal para que as dores e, principalmente, as causas possam ser eliminadas do seu cotidiano.

Fonte: Blog Viver Bem

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mochila é uma a vilã dos problemas posturais da criança



A mochila é um acessório utilizado no mundo todo, por todas as faixas etárias, para auxiliar no transporte de alguma coisa. As crianças, na fase escolar, as utilizam para guardar o material que será levado para a sala de aula: livros, cadernos, fichários, estojos e o que mais couber. Cada vez mais coloridas e cheias de estilo, elas são desfiladas pelas crianças geralmente penduradas em um só ombro.
E aí começa o problema. A criança está em fase de desenvolvimento, por isso é muito importante prestar atenção na forma como ela utiliza a mochila. O excesso de peso pode levar a uma postura errada e causar problemas ortopédicos graves que irão acompanhar essa criança até a fase adulta.
Para os pais fica o alerta. Ao comprar uma nova mochila, devem observar o peso, que na maioria das vezes, já vem descriminado na etiqueta. No mercado podem ser encontradas mochilas de 0,4 Kg a 1,5 Kg. Além disso deve-se ficar atento ao que será colocado dentro, de preferência, apenas o material que será usado naquele dia. A recomendação médica é para que ninguém, criança, adolescente ou adulto carregue peso superior a 10% de seu peso corporal. Um estudo bastante recente demonstrou que a maioria das crianças em idade escolar não seguem essa recomendação e transportam peso superior ao desejado.
O constante excesso de peso carregado, principalmente pelos escolares, pode causar vícios posturais, dores musculares, fadiga, sobrecarga estrutural (como hipercifose – aparência de corcunda ou escoliose – desvio lateral da coluna), deformidades ósseas e até problemas no crescimento. Para evitar essas alterações é importante seguir algumas recomendações:
- A borda superior da mochila deve estar no nível do ombro e a borda inferior deve estar na direção da região lombar;
- Livros e cadernos maiores devem ser colocados na parte central para ficar mais em contato com as costas do aluno;
- NUNCA utilizar a mochila apoiada em apenas um ombro. Distribuir o peso nas duas alças evita sobrecarregar apenas uma região da coluna e previne a instalação de um desequilíbrio muscular. De preferência, as duas alças devem ser largas e acolchoadas para reduzir o impacto da pressão nos ombros.
- Caso o aluno esteja inclinando o corpo para frente, pode ser um indicativo de que a mochila está muito pesada;
- O cinto abdominal, se utilizado, deve manter a mochila bem próxima ao corpo, evitando que o peso puxe o aluno para trás;
- Quanto menos detalhes a mochila tiver, melhor, pois será mais leve para transportar.

Fonte: Blog Viver Bem

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A partir de imagens do cérebro, cientistas conseguem medir a dor de uma pessoa


Pela primeira vez, pesquisadores identificaram um padrão neurológico que revela a intensidade da dor física que um paciente está sentindo


Pela primeira vez, cientistas foram capazes de reconhecer a intensidade da dor que uma pessoa está sentindo por meio de imagens de seu cérebro. Esse foi o resultado bem-sucedido de uma pesquisa conduzida na Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. Segundo os autores do estudo, o feito pode abrir caminho para que, no futuro, os médicos tenham acesso a testes capazes de avaliar com precisão a dor de seus pacientes. 
"Por enquanto, não há uma forma aceitável de medir a dor e outras emoções, além de perguntar a uma pessoa como ela se sente", diz Tor Wager, coordenador do estudo, que foi publicado nesta quinta-feira no periódico The New England Journal of Medicine. Para Wager, formas objetivas de fazer esse cálculo podem fornecer novas pistas sobre como o cérebro gera diferentes tipos de dor.
Tom Wagner/University of Colorado
A imagem mostra o padrão neurológico da dor física, que foi identificado em um estudo desenvolvido na Universidade do Colorado, Estados Unidos
A imagem mostra o padrão neurológico da dor física, que foi identificado em um estudo desenvolvido na Universidade do Colorado, Estados Unidos
Os autores da pesquisa realizaram exames de ressonância magnética em 114 voluntários ao mesmo tempo em que eles eram expostos a diversos níveis de calor em seus antebraços. A temperatura ministrada foi de moderada a quente. Os especialistas se surpreenderam ao descobrir que os sinais encontrados nos cérebros dos participantes quando eles sentiam dor eram transferíveis entre diversas pessoas, permitindo aos cientistas prever o quanto de dor uma pessoa estava sofrendo com 90% a 100% de exatidão. "Encontramos um padrão, por meio de múltiplos sistemas cerebrais, que diagnostica a intensidade de dor que uma pessoa sofre em resposta a um calor doloroso", diz Wager.
Dor emocional — Segundo os pesquisadores, embora estudos anteriores apontassem que a atividade mental diante de uma desilusão amorosa seja semelhante à de uma pessoa que experimenta a dor física, o novo trabalho mostrou que esse padrão cerebral de dor somente é válido para a dor física, e não emocional.
A equipe descobriu isso após selecionar participantes que haviam sofrido um rompimento amoroso recente e que ainda estavam se recuperando do sofrimento. Os autores, então, mostraram uma foto do ex-namorado(a) ou marido(a) dos voluntários e observaram se o padrão se repetia no cérebro deles, o que não aconteceu. Os pesquisadores também observaram que o sinal da dor diminuía nos cérebros dos pacientes que haviam sido tratados com analgésicos previamente.
Mesmo que a tecnologia ainda não esteja plenamente disponível, os pesquisadores esperam que, nos próximos anos, esse avanço possa levar ao desenvolvimento dos primeiros testes objetivos sobre a dor, ou contribuir para o estudo e o alívio da dor crônica. “Compreender as diferentes contribuições dos diferentes sistemas para a dor crônica e outras formas de sofrimento é um passo importante para entender e aliviar o sofrimento humano”, afirma Wagner.

Fonte: Revista Saúde