quinta-feira, 30 de julho de 2015

Breve história da Fisioterapia



A Fisioterapia é uma ciência tão antiga quanto o homem. Surgiu com as primeiras tentativas dos ancestrais de diminuir uma dor esfregando o local dolorido e evoluiu ao longo do tempo com a sofisticação, principalmente, das técnicas de exercícios terapêuticos.

A Fisioterapia como profissão nasceu em meados do século XX, quando as duas guerras mundiais causaram um grande número de lesões e ferimentos graves que necessitavam de uma abordagem de reabilitação para reinserir as pessoas afetadas novamente em uma vida ativa. Inicialmente executada por voluntários nos campos de batalha, a Fisioterapia acompanhou as grandes mudanças e transformações do século XX e os profissionais que a desempenhavam souberam agregar novas descobertas e técnicas às suas práticas, sofisticando e desenvolvendo uma ciência própria e um campo específico de atuação, independente das outras áreas da saúde.

Ainda uma ciência em construção, os paradigmas da profissão se encontram abertos e em franca evolução, sempre em busca de mais conhecimento cientifico, revertendo-o em prol da comunidade.

No Brasil, a Fisioterapia iniciou-se dentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em 1929, mas foi só em 1951 que foi criado o primeiro curso para formação de fisioterapeutas, na época denominados técnicos, com duração de um ano.


Em 1959 foi criada a Associação Brasileira de Fisioterapeutas (ABF), que se filiou a WCPT (World Confederation for Physical Therapy), cujo objetivo era buscar o amparo técnico-científico e sócio-cultural para o desenvolvimento da profissão. Somente no dia 13 de outubro de 1969, a profissão adquiriu seus direitos, por meio do Decreto-lei nº 938/69, no qual a Fisioterapia foi reconhecida como um curso de nível superior e definitivamente regulamentada.

Fonte: Crefito

Sexualidade da mulher no climatério: um olhar da fisioterapia



O processo de envelhecimento é decorrente de vários fatores e está relacionado com o declínio fisiológico, bioquímico e funcional dos órgãos, no qual a mulher, especificamente, está susceptível a várias doenças, principalmente após a instalação da menopausa, determinando várias modificações na vida da mulher.

Dentre as fases do ciclo vital feminino, está o climatério e a menopausa, onde o climatério é caracterizado pela transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, que se inicia por volta dos 45 anos. E a menopausa é o marco dessa fase que corresponde ao último ciclo menstrual, somente reconhecido depois de ter passada 12 meses da sua ocorrência.

O climatério pode ser vivenciado de forma patológica, apresentando perdas e ameaças, havendo necessidade de um acompanhamento médico. Por outro lado, pode ser considerado como uma oportunidade de viver experiências gratificantes, favorecendo a reflexão sobre a trajetória de vida, a renovação, o crescimento, a maturidade e a realização.

A queda da função hormonal ovariana no climatério ocasiona alterações no aparelho genital que podem interferir na resposta sexual. Os sintomas clássicos da hipotrofia genital que podem ocorrer devido ao hipoestrogenismo são: ressecamento vaginal, prurido, irritação, ardência e sensação de pressão. Esses sintomas podem influenciar a sexualidade da mulher, especialmente na relação sexual com penetração, causando dor (dispareunia).

No entanto, a história de vida pessoal, seu relacionamento afetivo com o companheiro, o contexto na qual a mulher está inserida, assim como situações prévias ao surgimento da menopausa também podem influenciar no exercício da sexualidade. Transformações de ordem biológica e psíquica acontecem concomitantemente às alterações hormonais e a forma como a mulher vivenciará sua sexualidade, será influenciada pelo meio em que ela está inserida.

A sexualidade da mulher durante o climatério é rodeada de muitos mitos, tabus e preconceitos. E atualmente, vem sendo considerada como um dos pilares para a qualidade de vida da população em geral, porém sabemos que com o envelhecimento esta é influenciada por fatores anatômicos e fisiológicos, como também psicossociais e culturais.

Com isso, é importante que a mulher conheça as modificações que ocorrem em seu corpo e que os profissionais da área da saúde se dediquem mais ao cuidado da saúde da mulher, em busca de uma melhor qualidade de vida nesta fase.


Pensando nisso, a disciplina prática de fisioterapia em ginecologia e obstetrícia através de uma abordagem em grupo, vem tentando através de suas atividades com mulheres no climatério/menopausa abordar estas temáticas, às vezes pouco discutidas em outros espaços sociais. Bem como, semanalmente realiza exercícios próprios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, o que melhora consideravelmente a atividade sexual das mulheres. Despertando também, o interesse de algumas acadêmicas nesta área, a exemplo da graduanda Isabelle de Lucena Thó, que abordou esta temática no seu trabalho de conclusão de curso.

Objetivos da fisioterapia na dor lombar


Pode-se considerar a lombalgia como um quadro de desconforto álgico na porção inferior da coluna vertebral, na região entre a última vértebra torácica (T12) e a primeira vértebra sacral (S1)1. É uma disfunção que acomete tanto homem quanto mulher, podendo variar de dor aguda, subaguda e crônica.

Essa dor provoca uma redução da amplitude de movimento e a diminuição do padrão da flexibilidade e leva a um padrão funcional causada por fadiga precoce dos músculos paravertebrais. Podemos classificar as lombalgias pelas causas: traumáticas; músculo-esqueléticas; degenerativas; reumáticas; defeitos congênitos; inflamatórias; neoplásicas; viscerais reflexas; doenças ósseas e metabólicas.

O objetivo principal do tratamento fisioterapêutico na dor lombar é o controle do quadro álgico, a promoção do bem-estar e o retorno das atividades de vida diária (atividades funcionais), tratando com ênfase a causa do problema, se o mesmo estiver diagnosticado.

O tratamento da lombalgia é complexo, preciso e minucioso, o que faz a intervenção fisioterápica um recurso fundamental para a reabilitação do paciente, existindo vários recursos capazes de atuar diretamente sobre a dor e incapacidade, como por exemplo, as técnicas de terapia manual, manipulação osteopática, entre outras, melhorando assim, a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

Há uma grande variedade de recursos e técnicas, sobretudo, técnicas de terapia manual utilizadas na prática fisioterapêutica que objetivam prevenir e tratar diversos distúrbios osteoneuromusculares, e que algumas dessas técnicas se destacam quando referidas ao tratamento de dores na coluna lombar, dentre elas, estão, a manipulação articular e a mobilização neural, sendo estas, ainda pouco estudadas e avaliadas criticamente.

A manipulação articular é uma técnica de terapia manual utilizada para aliviar a dor, melhorando a amplitude de movimento causada por disfunções articulares, agindo principalmente nas alterações geradas sobre mecânica articular.  Já a  opção da mobilização neural é um conjunto de técnicas utilizadas na prática de terapia manual que impõe um tensionamento do sistema nervoso, por meio de determinadas posições para que, em seguida, sejam realizados movimentos lentos e rítmicos direcionados aos nervos periféricos e à medula espinhal, fator este que ocasiona melhora da transmissão do impulso nervoso.

A dor na coluna é um incômodo presente no dia a dia de milhões de pessoas e fisioterapeuta é o profissional que ajuda as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Massagem desportiva pode evitar dores e lesões em atletas



Os primeiros registros de massagem desportiva são encontrados nas antigas culturas gregas e romanas. Os gregos usavam massagem nas Olimpíadas para aliviar dores e aumentar a recuperação muscular dos atletas.

A massagem desportiva traz vários benefícios para o paciente. A grande diferença entre a massagem desportiva e a relaxante é o vigor e a velocidade.

A massagem desportiva usa movimentos e manobras mais rápidas e mais fortes para aumentar a circulação sanguínea, o que traz uma recuperação mais eficaz depois de um esforç físico.

Podemos dividir a massagem desportiva em dois campos. O primeiro é aplicado depois um esforço físico para recuperar a musculatura. O segundo é aplicado antes do esforço físico para preparar a musculatura para a tarefa. Enquanto a massagem relaxante libera hormônios que acalmam o corpo como ocitocina e endorfinas, a massagem desportiva, devido aos movimentos mais vigorosos, pode liberar adrenalina, que agita o atleta antes do esforço físico.

Massagem desportiva, indicada para quem?

Indicada para todos que praticam algum tipo de esporte, seja profissionalmente ou por hobby, amassagem desportiva não é usada apenas para relaxar músculos e manter o corpo em harmonia. Quando realizada por um bom profissional, ela pode realçar os benefícios do treinamento, pois aumenta a circulação sanguínea, alonga as fibras musculares e ajuda a eliminar toxinas, como o ácido lático, que se acumulam nos músculos após a prática de exercícios.

Se o atleta não tem tempo suficiente para recuperar a musculatura, ele precisa de um auxílio complementar, como aquecimentos prolongados antes dos treinos, alongamentos ou a massagem.

Esta massagem age nas dores do atleta, e é indicada não só quando se tem lesão, mas ela deve ser realizada principalmente para prevenir lesões.

A massagem desportiva pode ser feita nos dias do treinamento ou em dias intercalados. Após competição serve para relaxar a musculatura que foi sobrecarregada.

Por que fazer?

As principais indicações para o atleta realizar um programa de massagem são: ajudar tanto no relaxamento (pós-treino ou prova), efeito estimulante (pré-treino ou prova), alívio de dores, tratamento de lesões principalmente quando há edema (inchaço) e aderências (tecido cicatricial).

Entre seus principais efeitos, destacamos a diminuição dos riscos de lesão (pois remove produtos metabólicos e catabólitos, aumenta o fluxo de nutrientes e a circulação), melhora a consistência do treinamento, promove cura de lesões, reduz espasmos musculares, promovendo a função muscular normal, estimula a produção de adrenalina, alivia as dores pós-treino e aumenta a confiança, aumentando a vida útil do atleta.

Mesmo que você não seja atleta é interessante conhecer esta técnica terapêutica para melhorar ainda mais a forma como você se recupera de uma atividade fisica intensa. Certamente seu desempenho será muito melhor e a sua recuperação mais rápida e menos "dolorida".

Considere a massagem como atividade complementar ao seu treino, tornando-a tão importante quanto a sua alimentação e suplementação.


Por que encolhemos quando ficamos velhos?



Efeito da gravidade
Nossa altura diminui até 2 mm ao longo do dia, devido à gravidade. Durante o sono, hormônios como o GH, do crescimento, recuperam essa perda. Mas, com o tempo, essa regeneração enfraquece. E a mulher encolhe mais porque tem menos testosterona, hormônio ligado à manutenção da massa muscular.

Os discos
São estruturas flexíveis de cartilagem fibrosa, que compõem 25% da coluna vertebral. Eles servem para, entre outras coisas, absorver impactos e diminuir o atrito entre as vértebras. Ao longo da vida, perdem líquido e se achatam.

Os ossos
Outro causador da diminuição da coluna vertebral é o desgaste das próprias vértebras. Com o tempo, a parte superior desses ossos sofre alteração na densidade. Ou seja, eles ficam mais moles. E a pessoa, mais baixa.

Pés chatos
Lá embaixo, os ossos que nos sustentam são curvados. Mas eles se achatam com o tempo, assim como os discos. Até mesmo quem tem pés chatos já na juventude sofre essas consequências na velhice, mesmo que em menor escala.

Músculos
Perdemos massa muscular com o avançar da idade, o que dificulta uma postura correta (especialmente no abdômen, que ajuda a deixar as costas retas). Isso ocorre porque há um declínio natural nos níveis de hormônios anabólicos, que produzem nutrientes para armazenar energia e gerar tecidos. Esse desequilíbrio faz com que outro tipo de hormônio, os catabólicos, passem a enfraquecer nossos tecidos. E, assim, ficamos corcundas.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Massagem desportiva pode evitar dores e lesões em atletas


Os primeiros registros de massagem desportiva são encontrados nas antigas culturas gregas e romanas. Os gregos usavam massagem nas Olimpíadas para aliviar dores e aumentar a recuperação muscular dos atletas.

A massagem desportiva traz vários benefícios para o paciente. A grande diferença entre a massagem desportiva e a relaxante é o vigor e a velocidade.

A massagem desportiva usa movimentos e manobras mais rápidas e mais fortes para aumentar a circulação sanguínea, o que traz uma recuperação mais eficaz depois de um esforç físico.

Podemos dividir a massagem desportiva em dois campos. O primeiro é aplicado depois um esforço físico para recuperar a musculatura. O segundo é aplicado antes do esforço físico para preparar a musculatura para a tarefa. Enquanto a massagem relaxante libera hormônios que acalmam o corpo como ocitocina e endorfinas, a massagem desportiva, devido aos movimentos mais vigorosos, pode liberar adrenalina, que agita o atleta antes do esforço físico.

Massagem desportiva, indicada para quem?

Indicada para todos que praticam algum tipo de esporte, seja profissionalmente ou por hobby, amassagem desportiva não é usada apenas para relaxar músculos e manter o corpo em harmonia. Quando realizada por um bom profissional, ela pode realçar os benefícios do treinamento, pois aumenta a circulação sanguínea, alonga as fibras musculares e ajuda a eliminar toxinas, como o ácido lático, que se acumulam nos músculos após a prática de exercícios.

Se o atleta não tem tempo suficiente para recuperar a musculatura, ele precisa de um auxílio complementar, como aquecimentos prolongados antes dos treinos, alongamentos ou a massagem.

Esta massagem age nas dores do atleta, e é indicada não só quando se tem lesão, mas ela deve ser realizada principalmente para prevenir lesões.

A massagem desportiva pode ser feita nos dias do treinamento ou em dias intercalados. Após competição serve para relaxar a musculatura que foi sobrecarregada.

Por que fazer?

As principais indicações para o atleta realizar um programa de massagem são: ajudar tanto no relaxamento (pós-treino ou prova), efeito estimulante (pré-treino ou prova), alívio de dores, tratamento de lesões principalmente quando há edema (inchaço) e aderências (tecido cicatricial).

Entre seus principais efeitos, destacamos a diminuição dos riscos de lesão (pois remove produtos metabólicos e catabólitos, aumenta o fluxo de nutrientes e a circulação), melhora a consistência do treinamento, promove cura de lesões, reduz espasmos musculares, promovendo a função muscular normal, estimula a produção de adrenalina, alivia as dores pós-treino e aumenta a confiança, aumentando a vida útil do atleta.

Mesmo que você não seja atleta é interessante conhecer esta técnica terapêutica para melhorar ainda mais a forma como você se recupera de uma atividade fisica intensa. Certamente seu desempenho será muito melhor e a sua recuperação mais rápida e menos "dolorida".


Considere a massagem como atividade complementar ao seu treino, tornando-a tão importante quanto a sua alimentação e suplementação.

Estalo no pescoço é sempre recomendável?



Festa de família e sempre quando sabem que você é fisioterapeuta, vem alguém tirar uma dúvida sobre algum assunto que envolva a Fisioterapia. Desta vez, a dúvida foi sobre estalos no pescoço.

O estalo de pescoço, quando feito por profissionais que dominam a técnica e sabem o que estão fazendo, proporciona o alívio imediato. A sensação de bem estar local é motivador para que esse estalo seja sempre bem vindo. Porém, traz uma questão que é perigosa para o próprio paciente.

Embora não esteja avaliando a técnica empregada para realizar esse estalo no pescoço (ou em qualquer parte do corpo) e partindo da suposição que o estalo' foi feito com segurança, o agravante de se procurar uma técnica que nao trata o problema original não faz com o que eu recomende o estalo como tratamento.

Ese alívio que a pessoa vai sentir vai durar quando tempo? 30 minutos, uma hora, um dia. E depois? Os mesmos fatores que fizeram o pescoço travar vão fazer com que o estalo seja necessário. Não há mistério em relação a isso. Se não mirar nas causas do problema, não haverá melhora 100% e causará uma hipermobilidade articular.

O ideal é procurar um fisioterapeuta para avaliar o que está causando esse 'travamento' seja no pescoço ou em qualquer parte corporal. A osteopatia é muito bem vista em muitos desse casos porque equilibra o corpo como um todo. O RPG também traz um equilíbrio muscular excelente.


Então, não ache que o estalo no pescoço, por exemplo, sempre, pode aliviar sua vida. Se não for feito da maneira correta (forma, quantidade, método) pode prejudicar ainda mais.