terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O papel da Fisioterapia Esportiva no atendimento a crianças e adolescentes


A prática de esportes é fundamental para a saúde e bem-estar das crianças e adolescentes, pois além dos benefícios físicos, desenvolve valores fundamentais como autoconfiança, inclusão social, o trabalho em equipe e o respeito pelo próximo.
Na infância e adolescência essas atividades ganham grande importância para o desenvolvimento, mas devem ser antes de tudo, um prazer, uma brincadeira, o momento de encontrar os amigos, se divertir e, junto com isso, aprender uma modalidade esportiva. Há ainda vantagens como a prevenção de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outros males crônicos que aparecem na idade adulta, mas iniciam-se muitas vezes na infância.
No entanto, é fundamental que a prática esportiva seja orientada por profissionais de forma correta e saudável para que não haja problemas que atrapalhem o desenvolvimento e o desempenho das crianças e adolescentes.
Nesse aspecto, a Fisioterapia Esportiva é uma área que compõe a Medicina Esportiva e tem o objetivo de atender não apenas atletas, mas qualquer indivíduo que se submete a uma atividade física seja regular ou esporadicamente, utilizando diversos métodos e recursos que visam à prevenção e tratamento de lesões provocadas pela atividade intensa, muitas vezes de grande impacto, necessária para a prática esportiva.
Com esse grupo tão especial, o trabalho da Fisioterapia Esportiva visa atender desde as necessidades básicas de atenção primária, com o objetivo principal de evitar lesões e proporcionar sensação de prazer e alegria durante as atividades, sem esquecer-se de promover o fortalecimento de articulações e músculos, orientar sobre os cuidados com postura e consequentemente implantar medidas de redução dos efeitos da fadiga, e desenvolver habilidades motoras específicas; até a atenção terciária, ou seja, de tratamento e reabilitação de lesões decorrentes do esporte acompanhando esses pequenos até o início do processo de reinserção nas práticas esportivas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A fisioterapia preventiva na terceira idade



Para a maior parte da população a terceira idade é sintoma de saúde em baixa e muitas consequências negativas que o envelhecimento, normalmente, traz ao corpo. Mas a fase não precisa implicar, necessariamente, em malefícios ao indivíduo, é possível envelhecer com saúde.
Naturalmente, ossos, tendões e músculos tendem a ficar mais frágeis nessa etapa da vida e isso costuma dificultar a prática de atividades físicas, principalmente, no caso de pessoas que não tinham o hábito de praticar exercícios na juventude. Mas a boa notícia é que a fisioterapia preventiva pode auxiliar de modo a evitar problemas ou mesmo atuar na reabilitação, prevenindo as sequelas de diferentes patologias.

Fisioterapia Preventiva

Trata-se de um conjunto de procedimentos fisioterapêuticos que ajudam no controle dos sintomas de doenças; na melhora da coordenação, concentração e postura; no aumento do relaxamento muscular e redução de tensões; no favorecimento da auto-estima, etc.
Como na terceira idade o indivíduo está mais vulnerável físico-funcionalmente é de extrema necessidade o estímulo à prevenção de patologias e deficiências, tanto de ordem física quanto psíquica. E é neste contexto que a fisioterapia preventiva se torna um grande aliado para a saúde do idoso. Ela engloba diferentes exercícios físicos e respiratórios que se adaptam às necessidades individuais de cada paciente bem como aos limites de cada um e pode associar outras terapias alternativas como o Pilates.
O Pilates para terceira idade permite uma maior qualidade de vida, pois é um trabalho aplicado com uma grande margem de segurança e com baixo impacto, além disso, respeita os limites de cada um, oferecendo exercícios suaves e controlados. Isso faz da técnica uma ótima indicação aos idosos, tanto para atuar preventivamente, quanto no pós-tratamento médico ou fisioterapêutico.

Benefícios da Fisioterapia Preventiva ao idoso

Os procedimentos ajudam a prevenir os riscos de doenças comuns na terceira idade, como a diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas, osteoporose, hérnias de disco, tendinites, bursites, artrose, etc. Além de atuarem no controle de dores nas articulações e em problemas de insônia, depressão ou ansiedade, por exemplo.

Fisioterapia pode ser aliada na qualidade de vida do diabético


A doença atinge cerca de 9 milhões de brasileiros e as mulheres são as mais afetadas; diabetes pode causar problemas articulares e cardiovasculares
O Diabetes Mellitus é uma doença crônica metabólica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue (hiperglicemia). A alteração pode ocorrer devido ao pâncreas não conseguir produzir a quantidade de insulina (hormônio que controla a quantidade de açúcar no sangue) suficiente para suprir as necessidades do organismo. A falta desta substância ou uma falha na sua ação resulta no acúmulo de glicose no sangue e pode causar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos. Se não tratado, o diabetes causa insuficiência renal, amputação de membros, cegueira, complicações cardiovasculares como AVC (acidente vascular cerebral) e infarto.
A fisioterapia pode se tornar uma grande aliada na vida do diabético que muitas vezes apresenta problemas articulares e cardiovasculares. “O fisioterapeuta irá trabalhar em busca da manutenção e da reabilitação das condições motoras, prevenindo e tratando todos os componentes do movimento humano necessário à maior funcionalidade do paciente. Assim, poderá avaliar e intervir com os diferentes sistemas e subsistemas do organismo tegumentar (pele), sensitivo, de coordenação e do equilíbrio postural que podem ser afetados”, comenta o fisioterapeuta Giuliano Martins, proprietário do ITC Vertebral Ribeirão Preto e diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRColuna).
Segundo Martins, o profissional também pode atuar de forma preventiva às úlceras (lesões superficiais que ocorrem no tecido cutâneo ou mucoso e geralmente aparecem nos pés), amputações, alterações posturais e de funcionalidades e encurtamento musculares. “É importante não permitir que o diabético se torne inativo. As atividades físicas ajudam a enfrentar as dificuldades e limitações decorrentes da doença”, completa Martins.
Dados – A Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, mostra que a patologia atinge 9 milhões de brasileiros – o que corresponde a 6,2% da população adulta. As mulheres apresentam maior proporção da doença do que os homens (5,4 milhões são mulheres e 3,6 milhões são homens). Os percentuais de prevalência por faixa etária são: 0,6% entre 18 a 29 anos; 5% de 30 a 59 anos; 14,5% entre 60 e 64 anos e 19,9% entre 65 e 74 anos. Para aqueles que tinham 75 anos ou mais de idade, o percentual foi de 19,6%.
Existem alguns tipos de diabetes, entre eles os mais comuns como o tipo 1: conhecido como insulinodependente, onde os pacientes necessitam de aplicações diárias de insulina, pois seu corpo já não produz mais insulina ou é insuficiente. No tipo 2, o organismo gera insulina normalmente, entretanto o corpo se torna resistente à ação do hormônio e as taxas de açúcar no sangue aumentam. Há também o diabetes gestacional, o qual a taxa de glicose do sangue durante a gravidez são elevadas, principalmente quando ocorre um aumento de peso. Após o parto, os níveis de glicose voltam ao normal.
O ITC Vertebral Ribeirão Preto atende pacientes que possuem diabetes. Martins ressalta a importância deste trabalho na qualidade de vida. “Todos relatam que as atividades que desenvolvemos complementam o tratamento médico e que ficam muito mais dispostos após o acompanhamento. Esses depoimentos são, sem dúvidas, muito gratificantes”, conclui Martins.
Sobre o ITC Vertebral – Fundado pelo fisioterapeuta Helder Montenegro, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRColuna) e reconhecido como um dos maiores especialistas em tratamento de coluna no Brasil, o Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral iniciou suas atividades em 2005, em Fortaleza (CE).
Em apenas dois anos foram mais de 700 pacientes tratados, com êxito, pelo método RMA. Tais resultados alcançaram grande projeção e o ITC Vertebral passou a receber pacientes de todo o Brasil. Com o aumento da demanda, o ITC Vertebral decidiu formatar a primeira franquia em fisioterapia do país e, em 2007, deu início à uma expansão que já contabiliza 72 unidades no país.Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por exemplo, já contam com mais de uma unidade do Instituto. O ITC Vertebral é afiliado à ABF (Associação Brasileira de Franquias). Em 2010, foi ranqueado pela Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios em primeiro lugar no quesito crescimento econômico e terceira posição em satisfação dos franqueados que, juntos, já trataram mais de 30 mil pacientes.
Por conta do reconhecido trabalho, o ITC Vertebral recebeu convites para demonstrar seus resultados no México, Inglaterra, Holanda, Portugal, Argentina, Chile e Venezuela, países que estão em vias de instalar unidades do Instituto.

A volta das dores que foram



“Milagre! A dor foi embora, você é o melhor fisioterapeuta do mundo. Posso trazer um bolinho de laranja no próximo atendimento?” Célebres palavras emocionantes que todo o emblemático fisioterapeuta já recebeu da querida paciente que já tem dor há 20 anos e que ainda acredita na paz mundial. Como tudo na vida é passageiro, o alívio da dor para as pessoas com dor crônica também é. Se consideramos a dor crônica como uma doença crônica, então teremos períodos com pouca dor ou sem dor (remissão) e períodos com bastante dor (recidiva). Mas acredito que isso é uma forma biomedica demais e que deve ser deixada de lado. A dor ir, vir, sumir, reaparecer depende de muitos fatores. Sempre comento do envolvimento dos fatores emocionais e comportamentais que podem piorar, manter e deixar a dor persistente. Quanto mais sensível estiver o sistema nervoso, mais fácil sentir dor.

Aliais, para os fisioterapeutas, já perceberam que é muito mais fácil sentir dor do que não sentir? Além da memória das experiências dolorosas que armazenamos em nosso HD Cerebral Sansung, existem muito mais mecanismos que favorem a ativação do que a inibição dos sistemas de dor do nosso corpo. Será a mãe natureza tão B! assim? Claro que não. Segundo a breguíssima frase “Escrito nas Estrelas” tudo tem um objetivo final. Então se é para a gente sentir dor é porque alguma coisa tem. Só não precisa acordar e ir dormir com dor.

As pessoas que de alguma forma ficaram marcadas pelas experiências dolorosas ruins, provavelmente terão dor para o resto da vida. Mas, assim como ir sempre no Hooters, podemos ter momentos de melhora e viver bem. Porém, não acreditem que uma dor de 20 anos irá embora em 1 semana, 1 mês ou 1 ano.

Quando que a dor pode voltar? De uma forma bem Fibra A alfa (grossa) podemos ter dor em muitas situações, ainda pior na dor crônica. Da mesma forma que precisamos da dor como alerta para ameaças de tsunami corporal não queremos que apareça no corpo e cause sofrimento e limitações. É meio que um paradoxo confuso e imagético, que faz as pessoas com dor crônica buscarem uma possível cura.

O exemplo mais comum é a dor lombar. Quem já teve dor lombar em algum momento da vida vai ter denovo, CQC. Muitas das vezes, em situações completamente diferentes. Num exemplo cotidiano, o estresse de uma mãe porque a filha adolescente revoltada saiu de casa a noite de mini saia pode ser suficiente para iniciar um quadro de dor. Estresse, raiva, irritação, ansiedade, medo irracional e evitação provocam dor. Já o conjunto de charminho, carência, grude, controle de gandaia e sentinela nas festas provocam término de namoro.

A maneira ideal de evitar a volta das dores que foram é identificar todas as situações, problemas, comportamentos, atitudes e coisas a mais responsáveis por provocar dor. Tratar é bom? Claro, mas ir no consultório apenas é enxugar gelo. Tem que participar da sua melhora.

Vida sem estresse é brigadeiro na veia. Confete e endorfina para todos.

FONTE: Dores Crônicas - Artur Padão Gosling

Terapia do Espelho ajuda na recuperação de pacientes com AVC


Segundo a Organização Mundial de Saúde, no Brasil são mais de 100 mil mortes por ano em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral – AVC. Quando a doença não leva a óbito, as sequelas são inevitáveis, como braços e mãos enfraquecidos. Com o objetivo de recuperar os movimentos comprometidos, a Clínica-escola de Fisioterapia da Estácio Ponta Negra deu início a um projeto que pratica a chamada Terapia do Espelho na reabilitação de pacientes com AVC.
A técnica consiste na utilização de uma caixa com espelhos posicionada no centro de uma mesa, na frente do paciente. Ele coloca o braço comprometido atrás do espelho e o membro não comprometido em frente ao espelho. O terapeuta solicita ao paciente que realize alguns movimentos nos dois braços ao mesmo tempo; em seguida, que empilhe algumas peças plásticas de encaixe e faça movimentos de segurar o copo como se fosse beber água. E assim, sucessivamente.
De acordo com a supervisora do projeto, a professora Luciana Protásio, a técnica se destaca pelos vários benefícios identificados, como aplicação rápida e simples, baixo custo e pelas grandes chances de ativar vias neurais que foram danificadas com o AVC. No momento, a Clínica Escola está com as inscrições abertas para o tratamento. Os atendimentos voltam a ser oferecidos à população após o dia 20 de fevereiro.
Para participar, o portador precisa estar dentro do critério de avaliação, como ser um paciente crônico há pelo menos seis meses, ter entre 40 e 65 anos de idade, não apresentar déficit cognitivo, nem problemas de fala. O processo de inscrição para o tratamento pode ser feito pelo telefone 3642.7500 ou na própria clínica, localizada na Rua Professora Dirce Coutinho, 1713, Capim Macio.


NOVO MÚSCULO É DESCOBERTO NO CORPO HUMANO: TENSOR DO VASTO INTERMÉDIO. ENTENDA.


Segundo um recente estudo, o quadríceps na verdade é composto por 5 músculos.
A imagem é do estudo de Grob et al. (2016), publicado na Clinical Anatomy e conduzido com base na análise da arquitetura muscular do quadríceps de 26 membros inferiores de cadáveres.
Na esquerda o quadríceps como conhecido e ensinado atualmente nas universidades que tem a anatomia humana em sua grade.
Na direita o recentemente descoberto Tensor do Vasto Intermédio em vermelho (1- tensor do vasto intermédio; 2- vasto lateral; 3- vasto intermédio; 4- tensor da fáscia lata; 5- reto femoral 6- vasto medial).
A ciência e seus paradigmas
Referência:
Grob K, et al. A newly discovered muscle: The tensor of the vastus intermedius. Clin Anat. 2016 Mar;29(2):256-63. doi: 10.1002/ca.22680. Epub 2016 Jan 6.

Radiografia RX – Análise de Qualidade


Analise da qualidade do exame:
A avaliação inicial da radiografia começa por uma análise da técnica radiológica, ou seja, se a radiografia foi feita com penetração ideal dos raios, que permite uma boa visualização tanto da parte superior, como inferior dos campos pulmonares e do mediastino
A segunda coisa é a observação do posicionamento do paciente, se existe algum grau de rotação lateral, que deve ser observado pela simetricidade das clavículas e esterno, em relação a linha media.
Também a presença de inclinação anterior do pescoço, pode simular opacidade do mediastino superior e desvio da traquéia.
Analise das alterações radiográficas:
A localização da lesão em relação a parede, espaço pleural, pulmão ou estruturas mediastinais é o primeiro passo para um possível diagnóstico.
São fatores importantes na visualização das lesões pulmonares, a configuração da lesão, a sua densidade, tamanho e relação com as estruturas adjacentes.
Avaliação
  1. Partes moles: avaliação das mamas, região cervical, supra-escapular, tecido subcutâneo, abdome superior.
  2. Ossos: coluna, clavículas, costelas, ombros, esterno.
  3. Coração: morfologia e dimensões.
  4. Aorta e artérias pulmonares: verificação de anomalias congênitas e aneurismas.
  5. Mediastino: alargamentos, pneumomediastino, massas.
  6. Hilos: estudo comparativo da morfologia e dimensões.
  7. Parênquima pulmonar: nódulos, massas, consolidações, cavidades;
  8. Pleura: espessamentos, pneumotórax, derrame pleural.
  9. Diafragma: altura, morfologia, estudo comparativo.
  10. Seios costofrênicos: verificar se estão livres; em casos duvidosos realizar decúbito lateral.




O diafragma
O diafragma esquerdo é visualizado até o seu contacto com o bordo cardíaco, tanto na radiografia em PA como na radiografia lateral.
Habitualmente o diafragma direito é mais elevado do que o esquerdo e é visto de medial a lateral, nas radiografias em PA assim como de posterior a anterior, nas radiografias em perfil.
A indefinição de contorno de parte do diafragma (que deve ser normalmente visível) indica patologia do parênquima pulmonar adjacente à este ou presença de derrame ou espessamento pleural.
Os pulmões:
Os campos pulmonares são habitualmente um pouco mais transparentes nos ápices, que nas bases e a sua transparência deve ser homogênea.
A transparência pulmonar da parte posterior do hemitórax do terço médio e inferior deve gradualmente aumentar.
A presença de lesão intersticial pode causar na radiografia dificuldade na visualização do contorno das estruturas vasculares, assim como espessamentos cissurais e dos septos interlobares (linhas de Kerley).
Estruturas vasculares:
A circulação pulmonar pode ser observada, uma vez que os vasos dos lobos inferiores são um pouco mais evidentes do que os dos lobos superiores, e este padrão pode mudar na presença de hipertensão pulmonar.
Os hilos pulmonares são a próxima estrutura a ser estudada, estes devem mostrar a opacidade das arterias pulmonares com configuração discretamente arredondada e a convergência dos vasos arteriais pulmonares que terminam (originam) na topografia destes.
O hilo vascular esquerdo é um pouco mais alto do que o direito, pois está montado sobre o brônquio fonte esquerdo.
Aumento de volume dos hilos pode ser devido à presença de dilatação das artérias pulmonares, linfonodomegalia ou massa peri-hilar.
Mediastino:
A avaliação do mediastino se inicia pelo posicionamento da traquéia que deve ser central. A parede lateral da traquéia deve ser visível bilateralmente, contudo este dado é extremamente dependente de uma técnica radiográfica adequada.
O ângulo de bifurcação da traquéia deve ser de 60º.
A linha mediastinal anterior, pode ser vista no terço superior do tórax na linha média nas radiografias em PA e corresponde ao local de contato entre os lobos superiores dos pulmões.
As linhas paravertebrais devem ser bem definidas e abaulamento destas linhas indicam aumento de volume do mediastino posterior.
A sombra da aorta, também deve ser bem observada, uma vez que o bordo externo da aorta descendente está em contato com o lobo inferior do pulmão esquerdo, enquanto que a croça com o lobo superior.
O coração
O coração deve ter uma configuração em forma de bota, na radiografia em PA. As medidas são feitas através do índice cárdio-torácico nas radiografias em PA e pelo bordo posterior do VE em relação à veia cava inferior na radiografia lateral.
Alongamento da aorta acontece em pacientes idosos e hipertensos crônicos.
Os ângulos cardiofrênicos devem ser agudos, más habitualmente estão preenchidos por tecido gorduroso em alguns casos podendo mesmo simular a presença de massa.
Na radiografia em PA pode-se observar do lado direito, entre o diafragma e o bordo direito do coração, uma imagem linear, discretamente hiperdensa que corresponde à veia cava inferior
Na radiografia lateral a face ântero-superior do coração corresponde ao átrio direito e a póstero-inferior ao ventrículo esquerdo, enquanto que a póstero-superior ao átrio esquerdo.